De acordo com o Terra, "a Microsoft está fazendo lobby junto ao governo do Brasil para tentar fechar um encontro entre o presidente do conselho da empresa, Bill Gates, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, no Fórum Econômico Mundial, daqui a uma semana. A informação é do presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Sérgio Amadeu.
"O Brasil não teria nada a ganhar com isso, mas a Microsoft ganharia muito", disse Amadeu à Reuters. "Eles querem tentar pressionar Lula para que tome a direção oposta."
Este ano, o governo tentará convencer os cidadãos privados a seguir esse exemplo. Vai subsidiar parcialmente a compra de um milhão de computadores acionados pelo Linux e equipados com 25 outros programas gratuitos, para a população de menor poder aquisitivo.
No ano passado, a empresa processou Amadeu depois que este declarou que a Microsoft era como um traficante de drogas que distribui amostras gratuitas para viciar os consumidores e depois começa a cobrar pelo produto.
A nova tática conciliatória da Microsoft, em substituição ao confronto, reflete a crescente importância do país na elite digital. Também indica o reconhecimento de que a campanha em favor do software aberto é parte de um conjunto mais amplo de diretrizes implementadas inicialmente pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, antecessor de Lula.
A assessoria de imprensa de Lula disse que um encontro entre o presidente e executivos da Microsoft não constava da agenda oficial do presidente durante sua participação do encontro entre líderes empresariais e econômicos a ser realizado em Davos, Suíça, entre 26 e 30 de janeiro. Representantes da Microsoft no Brasil preferiram não comentar o assunto.