A Istoé Dinheiro está publicando um especial com diversas matérias sobre a inclusão digital no Brasil, com diversas citações ao Linux, telecentros e o programa "PC Conectado" do governo federal.
Algumas partes que achei pertinente destacar:
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica Luiz Gushiken tem uma posição diferente do ITI em relação à necesidade do uso de softwares livres para inclusão digital:
"DINHEIRO – O uso de softwares livres nessas iniciativas é um pré-requisito básico?
GUSHIKEN – A preferência do governo é pelo software livre se você for pensar em escala e redução de custos. É mais barato e você não fica na dependência de ninguém. Só que não podemos negar a ajuda de empresas que tenham softwares pagos e querem doá-los ao projeto. Estaremos abertos a qualquer proposta vindo de companhias nacionais ou internacionais. O mundo trabalha com os dois modelos de software e não podemos ignorar essa realidade dentro do nosso projeto aqui no Brasil."
Sobre os telecentros de SP, uma reportagem disse:
" O custo da inclusão
Despesa com pessoal é o entrave para
a expansão dos Telecentros
Um dado apresentado no Fórum na palestra do representante da Agência Nacional de Telecomunicações, o assessor especial Marcelo Andrade Pimenta, revelou que o maior custo dos Telecentros não é tecnologia (softwares e equipamentos), mas a contratação de pessoal para cuidar da manutenção do local.
Numa unidade padrão com 20 estações de trabalho em funcionamento durante 12 horas, 20 dias por mês e uma ocupação média de 50%, o valor da hora para o governo, Prefeitura ou organização não-governamental mantenedora do projeto sai por R$ 2,90. Nesse universo, a mão-de-obra chega a 41,51% dos gastos totais. “A tecnologia representa 13,28% em acesso à internet e outros 11,99% para despesas em equipamentos”, afirma Pimenta. O grande diferencial tecnológico dos Telecentros é o uso intensivo de softwares livres como o sistema operacional Linux. Esses programas de computador são mais baratos porque não pagam licenças aos fabricantes, como acontece com softwares comerciais. A grande expansão dos Telecentros de São Paulo aconteceu em função da decisão da Prefeitura de apostar alto nos softwares livres."